terça-feira, 26 de abril de 2011

Pequenas Regras de Desobsessão


Procure:
Mais do que saber – Dominar-se;
Mais do que agir – Elevar;
Mais do que estudar – Aprender;
Mais do que pensar – Discernir;
Mais do que falar – Educar;
Mais do que aconselhar – Servir;
Mais do que escutar – Compreender;
Mais do que perdoar – Amparar;
Mais do que sofrer – Resignar – se;
Mais do que amar – Sublimar.

Quando nos expressamos, usando o modo imperativo do verbo, não queremos dizer que nós outros – os amigos domiciliados no Mais Além – estejamos a cavaleiro dos obstáculos e dificuldades que oneram os companheiros do mundo.
Todos estamos ainda vinculados à Terra. E, na Terra, tanto adoece o cientista que cria o remédio, em favor dos enfermos, quanto os clientes que lhe desfrutam os recursos da inteligência; tanto carrega problemas o professor que ensina, quanto o aprendiz que se lhe beneficia do apoio cultural. Assim também na desobsessão. Todos os apontamentos que se relacionam com o assunto tanto se dirigem aos outros quanto a nós.

André Luiz
(Livro: Paz & Renovação, Em busca da reforma interior; Chico Xavier – Espíritos Diversos)

Se espera desculpa às próprias faltas, esqueça – mas esqueçamos, de todo coração – as faltas dos outros.

*Lembrem-se meus bons amigos: Todos nós temos problemas. O que nos diferencia é como lidamos com eles. Não fiquem presos as tarefas comuns. Sigam e busquem mais além!

Que a paz esteja conosco.

Dica de Hoje (26/04)


Livro: Há 2000 anos.

O livro conta a história de uma das encarnações de Emmanuel, onde ele era um senador romano. A história se passa na época de Jesus. Emmanuel narra o comprometimento com as leis divinas diante da sua atitude perante o Cristo. É o primeiro livro da série romana escrita pelo espírito com a psicografia de Chico Xavier. Uma narrativa emocionante e envolvente.

Filme: Chico Xavier

O filme é baseado na obra de Marcel Souto, e conta a trajetória sublime do maior médium de todos os tempos. Os acontecimentos já publicados aqui na página “Vultos” e muito outros podem ser visto nesse belo filme. Um filme para se cativar, meditar, rir e se emocionar!


P.S.: Todas as dicas que damos aqui falamos com conhecimento de causa, já que já lemos estes livros e assistimos a estes filmes! Palavra da equipe de edição.

Cap. 2: Meu reino não é deste mundo.


A vida futura – A realeza de Jesus – O ponto de vista  - Instruções dos Espíritos: Uma realeza terrestre.

*Este é um capítulo simples e pequeno. Com mensagem e ensinamentos claros. É por isso que vamos falar pouco sobre ele. Não por que é de fácil entendimento, mas por que os principais ensinamentos do capítulo foram resumidos no texto abaixo.


Quando Pilatos perguntou a Jesus no palácio, se ele era o rei dos Judeus, Jesus disse que seu reino não era desse mundo, por que se o fosse seu povo não teria o deixado cair nas mãos dos Judeus.

Ao afirmar “Meu reino não é deste mundo”, Jesus deixou clara a idéia da vida futura, e da existência de outros mundos.
Sem a vida futura, que efeito teria a maioria de seus ensinamentos?
A crença na vida futura nos dá uma fé inabalável, pois, se existe algo além da matéria, então nosso atos bons, não serão em vão. Que motivação tem uma pessoa que não acredita na vida futura, a fazer o bem? Se os nossos atos não tem impotência por que, fazendo ou não o bem, quando morrermos tudo vai acabar, pra que fazer o bem? Para conquistar um lugar melhor no dia do juízo final? Então é preciso apenas não fazer o mal.
Ora, a crença na vida futura vem afirmar os ensinamentos de Jesus, sua moral, seus exemplos, e nos incentivar a estudar, progredir e segui-lo sempre.
Mesmo sabendo estar por pouco tempo em determinado lugar, não desejamos sempre viver melhor, ou no mínimo o menos mal possível? A procura do bem estar força a o homem a melhorar as coisas, possuído do seu instinto de conservação e progresso.
Deus não condena os prazeres terrestres, mas o abuso causa prejuízos a alma. É ainda contra esse abuso que as palavras do Cristo vem prevenir: “Meu reino não é deste mundo”.

Jesus é sim o rei. Mas não deste mundo.

CHICO XAVIER

*Não poderíamos "inaugurar" essa página com pessoa diferente.


Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, modesta cidade de Minas Gerais, em 2 de abril de 1910. Filho de João Cândido Xavier e Maria João de Deus que desencarnou quando Chico tinha apenas 5 anos.
Todo mundo (agora com o filme, muita gente que não sabia ta sabendo) conhece a história da madrinha do Chico, com quem ele foi morar e que o maltratava certo?
Bom, mesmo assim, vamos relembrar um pouco. O pai do Chico “distribuiu” os filhos nas casas de vários parentes depois que a dona Maria João faleceu, porque ele não podia cuidar sozinho dos filhos. E o Chico ficou com a madrinha, foi maltratado, judiado, mas sempre contou com a ajuda espiritual de sua mãe. Sim, Chico já via a mãe desde menino, conversava com ela, e recebia orientações suas.
O trabalho sempre esteve muito presente em sua vida, já que teve que começar a trabalhar cedo para auxiliar nas despesas domésticas. Trabalho em uma fabrica de tecelagem, foi caixeiro de armazém e modesto funcionário público.

Em 7 de maio de 1927, aos 17 anos, Chico participou de sua primeira reunião doutrinária e recebeu as primeiras paginas mediúnicas. Viu pela primeira vez seu inseparável mentor espiritual, Emmanuel aos 21 anos.
Emmanuel, no inicio da mediunidade de Chico, deu-lhe duas orientações básicas para o trabalho que deveria desempenhar.
A primeira:
 - “Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus?
 - Sim, se os bons espíritos não me abandonarem... respondeu o médium.
 - Não será você desamparado. – Disse-lhe Emmanuel – Mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem.
 - E o senhor acha que estou em condições de aceitar o compromisso? – Tornou o Chico.
 - Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o serviço...
Por que o protetor se calasse o rapaz perguntou:
 - Qual é o primeiro?
A resposta veio firme:
 - DISCIPLINA
 - E o segundo?
 - DISCIPLINA
 - E o terceiro?
 - DISCIPLINA”

A segunda orientação de Emmanuel para o médium é assim relembrada:
 - “Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e, disse mais, que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e de Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo”.

Chico Xavier teve seu primeiro livro publicado pela FEB em 1932, o famoso “Parnaso de Além Túmulo”. De moral ilibada, realmente humilde e simples, Chico Xavier jamais recebeu vantagens de qualquer espécie, da mediunidade.

Em seu primeiro encontro com Emmanuel, ele não apenas enfatizou muito a disciplina. Depois das instruções Emmanuel teria dito a Chico:
 - “Temos algo a realizar. Trinta livros para começar”.

Chico Xavier e Emmanuel atingiram a marca dos trinta livros em 1947, 15 anos após publicar o primeiro livro.
A estes 30 sucederam-se muitos livros de natureza belíssima, encantadora e iluminadora. Romances como a série romana de Emmanuel (Há 2000 anos; 50 anos depois; Ave Cristo e Paulo e Estevão), a série de André Luiz, reveladora, doutrinária e científica, e muito outros livros.
Hoje, existem mais de 400 livros psicografados pelas mãos iluminadas de Chico Xavier. Vários foram traduzidos e publicados em diversas línguas.

O dom mediúnico mais conhecido de Francisco Xavier é o psicográfico. Não é, todavia, o único. O médium exercia constantemente outras mediunidades, tais como: Psicofonia, vidência, audiência, receitista e outras.
Sua vida, verdadeiramente apostolar, dedicou aos sofredores e necessitados, provindos de longínquos lugares, e também aos afazeres medianeiros, pelos quais nunca aceitou qualquer espécie de pagamento. Os direitos autorais ele os cedeu graciosamente a várias editoras e casas espíritas, desde o primeiro livro.

Chico Xavier sempre expressou a vontade de desencarnar em um dia que o Brasil inteiro estivesse feliz. Aconteceu dia 30 de Junho de 2002, data da conquista do pentacampeonato, pela seleção brasileira masculina de futebol!

Pensamento e Desobsessão


Falamos de pensamento livre.
Analise o corpo de que você se serve no plano material: do ponto de vista do autocontrole, é uma cabine perfeita com dispositivos especiais destinados a sua própria defesa.
O cérebro, com os centros diretivos da mente, funciona encerrado na caixa craniana, à maneira de usina quase lacrada num cofre forte.
Os olhos registram impressões, mas podem conservá-las em estudo discreto.
Os ouvidos são forçados a escutar o que lhes afete a estrutura, entretanto, não precisam dizer o que assinalam.
A voz é produzida na laringe, sem necessidade de arrojar de si palavras em desgoverno.
Mãos e pés por implementos de serviço não se movimentam sem determinações da vontade.
Os recursos do sexo não atuam sem comando mental.
Fácil, assim, verificar que não existe trabalho desobsessivo sem reajuste da emoção e da idéia, porquanto todos os processos educativos e reeducativos da alma se articulam, de início, no pensamento.
Eis por que Jesus enunciou, há quase vinte séculos: - “Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas sim aquilo que, impropriamente, lhe sai do coração.”

André Luiz
(Paz & Renovação, Em busca da reforma interior; Chico Xavier – Espíritos Diversos)

Em quaisquer embaraços ou crises do caminho, somas as bênçãos que já possuis e reconhecerás que todo motivo para desalento é nuvem pequenina a desfazer-se no céu imenso de tuas possibilidades.

*Analisemos as palavras de André Luiz. Nosso pensamento é livre para transmitir aquilo que recebemos. Basta filtrarmos o que é bom, e passar adiante apenas aquilo que faz bem.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Dicas de Hoje (25/04)

Dica

Livro:
Hoje não indicaremos apenas um livro, mas sim quatro. Eles fazem parte de uma continuação, contada pela autora espiritual Patrícia. Nos quatro livros de sua “série” ela nos relata a vida no plano espiritual de maneira simples, divertida e extasiante, fazendo você prender a respiração em alguns momentos, rir em outros, se emocionar... Tudo isso nos passando um belo conhecimento sobre o outro lado da vida. E nos mostrando que nem tudo é igual a “Nosso Lar”.

VIOLETAS NA JANELA: É o primeiro livro, onde Patrícia nos conta como foi sua chegada e adaptação a vida espiritual. Por que o nome “Violetas na Janela”? Leia e descubra!

VIVENDO NO MUNDO DOS ESPÍRITOS: Aqui Patrícia já esta mais habituada à vida espiritual, e começa a estudar e um dos cursos que ela faz se chama vivendo no mundo dos espíritos, que dá nome ao livro. Uma narrativa empolgante, que nos mostra um lado interessante do mundo espiritual.

A CASA DO ESCRITOR: A casa do escritor é uma colônia espiritual dedicada à divulgação da doutrina espírita na Terra. É uma colônia de estudos, para espíritos que irão reencarnar com a missão de divulgar o espiritismo, seja através da psicografia, de publicações em jornais, revistas ou online (como a nossa), ou trabalhando em livrarias e bibliotecas espíritas; e também para espíritos que desejam ditar histórias para serem psicografadas e transformadas em livro (como o caso da Patrícia). Enfim, não importa o que o espírito irá fazer, na Casa do escritor ele encontra um lugar para aprender técnicas de escrita, o dizer e o que não dizer, e também um lugar para compartilhar seus ideais no trabalho da divulgação da doutrina espírita.
*Fiquei pensando se eu já fui a alguma reunião na colônia enquanto dormia! (rs)

O VÔO DA GAIVOTA: Neste livro Patrícia mostra as tristes consequências, para as pessoas que se envolvem no trágico mundo das drogas, do suicídio, do desencanto e da dor; consequências estas tanto no corpo como em espírito. Mas também mostra o outro lado da moeda, o amor sublime, desapegado e incondicional que pode vencer todos os obstáculos. O leitor pode fazer uma fascinante viagem ao ler este livro.

*Sugerimos que os livros sejam lidos na ordem, já que alguns acontecimentos anteriores ajudam a compreender a história mais a frente. Boa leitura para todos. E se alguém ai já leu um desses livros, por favor, expresse sua opinião.

Continuação Cap.1 – Eu não vim destruir a lei.

A Aliança da Ciência e da Religião

A ciência e a religião muito contribuem para o desenvolvimento da humanidade. É por isso que chegará um momento em que as duas enxergarão uma na outra, o complemento, a chave para muitos de seus questionamentos. E essa aliança ocorrerá em breve, e em alguns aspectos já está ocorrendo. Ora, não é o espiritismo composto de três aspectos? Filosofia, ciência e religião!


Instruções dos Espíritos: A Era Nova

As coisas evoluem. A humanidade evolui. É por isso que as idéias e os ideais também seguem os mesmos passos da evolução. Primeiro veio Moisés, transmitir a mensagem de Deus para uma humanidade leiga, ignorante de conhecimento. Jesus iniciou uma moral mais pura, mais sublime, inteiramente voltada para a renovação dos povos, divulgando a real mensagem de Deus para a humanidade, uma mensagem de amor e paz.
As idéias morais seguiram os mesmos passos das libertadoras. Será um desenvolvimento difícil, é claro, mas os obstáculos são necessários para o amadurecimento diante dos conflitos.
Amadurecimento necessário para chamar atenção das massas, dos espíritos que identificarão a santidade e a pureza das novas idéias.
Moisés abriu o caminho, Jesus continuou a obra, e o Espiritismo a arrematará.

*Texto de (Um Espírito Israelita, Mulhouse, 1861)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Jesus

Jesus

“Se me amais, guardais os meus mandamentos.” – Jesus.


Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo?
 - Jesus. (L.E.)
Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo ofereceu como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, por que sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava. (L.E.)

Jesus – O enviado de Deus

Jesus deixou claro em varias passagens que era enviado de Deus, que não era ele quem fala, mas sim Deus que falava através dele. Sua doutrina não era sua, mas sim daquele que o tinha enviado.
“Aquele que quiser fazer a vontade de Deus reconhecerá se a minha doutrina é dele, ou se falo por mim mesmo.” – Jesus
Em seus ensinamentos Jesus deixou claro que deveríamos guardar a palavra de Deus, transmitida por ele, pois esse é o caminho da salvação.

A missão de Jesus não era legislar, mas sim dar cumprimento a palavra do profeta que anunciou a sua chegada, e transmitir a toda humanidade a moral e os bons costumes, trazendo de volta a pureza da palavra de Deus.
Veio ainda nos mostrar, que a verdadeira vida não é esta que levamos na Terra, mas sim a vida nos reino dos céus; mostrou-nos o caminho que nos conduz a esse reino e os meios de seguir com ele.

Diretor do Planeta

Jesus foi o enviado de Deus para abrir os olhos da humanidade. Ele é quem cuida de todos os assuntos referentes ao planeta Terra.
Segundo Emmanuel em “A Caminho da Luz”, no mundo espiritual existe, na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, que tem em suas mãos as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Essa comunidade de seres perfeitos e angélicos, da qual Jesus faz parte, ao que se sabe, só reuniram nas proximidades da Terra para solução de problemas decisivos da organização e direção do planeta, por duas vezes. A primeira quando o planeta se formava, desprendendo – se da nebulosa solar, e a segunda quando se decidiu a vinda do Senhor à face da Terra.

Conto – Visão de Eurípedes

*Não poderia encerrar este estudo sem publicar aqui esse maravilhoso conto, que nos ensina muito.

Texto retirado do livro: A Vida Escreve, Hilário Silva – Chico Xavier.

“Começara Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da mediunidade, em Sacramento, no Estado de Minas Gerais, a observar-se fora do corpo físico, em admirável desdobramento quando, certa feita, à noite, viu a si próprio em prodigiosa volitação. Embora inquieto, como que arrastado pela vontade de alguém num torvelinho de amor, subia, subia...
Subia sempre.
Respirava outro ambiente. Viajou, viajou, à maneira de pássaro teleguiado, até que reconheceu em campina verdejante.
Reparava na formosa paisagem, quando não longe, avistou um homem que meditava envolvido por doce luz. E num deslumbramento de júbilo, reconheceu-se na presença do Cristo.
Baixou a cabeça, esmagado pela honra imprevista e ficou em silencio, incapaz de voltar ou seguir adiante. Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar...
Grossas lágrimas banhavam-lhe o rosto, quanto adquiriu coragem e ergueu os olhos, humilde. Viu, porém, que Jesus também chorava...
Traspassado de súbito sofrimento, por ver-lhe o pranto, desejou fazer algo que pudesse reconfortar o Amigo Sublime...
Recordou, no entanto, os tormentos do Cristo, a se perpetuarem nas criaturas que até hoje, na Terra, atiram-lhe incompreensão e sarcasmo...
Nessa linha de pensamento, não se conteve. Abriu a boca e falou suplicante:

- Senhor, por que choras?

O interpelado não respondeu. Mas desejando certificar-se de que era ouvido, Eurípedes reiterou:

- Choras pelos descrentes do mundo?

Enlevado, notou que o Cristo agora lhe respondia ao olhar. E, após um instante de atenção, respondeu em voz dulcíssima:
           
- Não, meu filho, não sofro pelos descrentes aos quais devemos amor.
Choro por todos que conhecem o Evangelho, mas não o praticam...
           
Eurípedes não saberia descrever o que se passou então.
Como se caísse em profunda sombra, ante a dor que resposta lhe trouxera, desceu, desceu... E acordou no corpo de carne.
Era madrugada. Levantou-se e não mais dormiu.
E desde aquele dia, sem comunicar a ninguém a divina revelação que lhe vibrava na consciência, entregou-se aos necessitados e aos doentes, sem repouso sequer de um dia, servindo até a morte.”

*Que bela lição podemos tirar desse conto! Quantos de nós folheamos incansavelmente as folhas do evangelho de Jesus, procurando respostas, auxilio, e nos esquecemos de praticar aquilo que lemos, que ouvimos; esquecemos da parte mais importante dos ensinamentos da moral cristã, a prática da caridade.
Pensemos nisso!

sábado, 9 de abril de 2011

Moisés

A maioria das pessoas já ouviu falar alguma coisa sobre Moises, legislador que viveu há muitos anos, recebeu os dez mandamentos no Monte Sinai, libertou o povo hebreu da escravidão, entre outras coisas.
Como essa seção fala sobre as “Noções Básicas da Doutrina Espírita”, e já falamos de Deus, não podemos falar de Jesus sem falar de seu precursor: Moises. Portanto, vamos falar dele, porém de uma maneira um pouco diferente da que você talvez conheça.
Colocamos algumas notas entre parênteses para facilitar o estudo.
A HISTÓRIA
Algumas tribos nômades da Palestina abandonaram o solo semi-árido do país e foram para o Egito, onde foram escravizados, durante 400 anos.
No século XIII antes de Cristo (há cerca de 3310 anos) o faraó Ramsés II, que governava o Egito mandou que todos os meninos hebreus recém-nascidos fossem mortos. A mãe de Moisés, para salvar o filho o colocou em um berço de vime (Vara tenra e flexível de vimeiro: salgueiro) e o deixou as margens do rio Nilo, onde a princesa Termutis e suas criadas costumavam tomar banho. O bebê foi encontrado pela princesa, que o chamou de Moisés (salvo das águas). A irmã de Moisés, Miriam, se infiltrou no palácio e convenceu a princesa a contratar uma ama de leite hebréia para amamentar a criança. Advinha quem a princesa contratou! Moisés foi amamentado pela própria mãe carnal. Termutis educou Moisés e o protegeu como a um filho. Ele foi educado e ambiente palaciano com se fosse um príncipe.
Um dia, Moisés foi defender um escravo Hebreu que estava sendo surrado e, sem querer, acabou matando um soldado egípcio. O rei Ramsés II ficou furioso e Moisés foi obrigado a fugir para o deserto, onde se tornou pastor de ovelhas e se casou com uma moça de nome Zéfora.
Moisés trabalhou muitos anos como pastor de ovelhas. Certo dia, ele estava cuidando das ovelhas, quando viu um arbusto que parecia estar em chamas. Chegando perto, viu que o fogo não queimava o arbusto. Então, ouviu uma voz que lhe disse: volte ao palácio e solicite ao faraó a libertação do seu povo.
E foi o que Moisés fez. Mas o faraó, diante de tal pedido, recusou-se a libertar os escravos, pois eles eram mão-de-obra abundante, qualificada e barata, fonte geradora de riquezas para o país, embora obtida à custa da exaustão e da morte de um povo. Na tentativa de obrigar o faraó a libertar seu povo, Moisés anuncia que aconteceria uma série de pragas sobre o Egito, pois ele sabia que tais fenômenos iriam ocorrer em determinadas regiões.
*Conclusão n°1: Moisés não era profeta, bruxo, ou qualquer coisa do tipo, apenas conhecedor dos fenômenos de sua região. Ele não previu o que aconteceria, apenas sabia que iria acontecer. Como ele sabia disso? Bom... Leiam o restante da história e vão saber.
Mortandade de peixes, enxames de insetos, o aparecimento de rãs em toda parte e epidemias eram flagelos que, com certa periodicidade, atingiam o Egito. Mas a seqüência e a extensão desses fenômenos naturais, habilmente exploradas por Moisés através da sua mediunidade premonitória, puderam ser aproveitadas como intervenção divina em prol dos escravos. E, sob a ameaça de que na última praga morreriam todos os primogênitos egípcios, inclusive o filho do faraó, ele concordou que Moisés levasse os escravos para fora do país. 
*Conclusão nº1 – Cont.: Moisés não era profeta ou coisa do tipo, era apenas um médium premonitório. Simples não?
Guiados por Moisés, cerca de seiscentas mil pessoas deixaram o Egito. Para sair do Egito, Moisés poderia seguir por várias trilhas em direção à Palestina, não havendo necessidade de uma travessia pelo Mar Vermelho. Porém, o faraó se arrependeu de ter liberado o povo e ordenou aos soldados egípcios a recaptura dos escravos.
* (Claro que se arrependeria.)
Para fugir da perseguição, Moisés conduziu os hebreus através de um caminho incomum: o local de encontro entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo, denominado Mar dos Caniços e onde hoje se situa o Canal de Suez. Na época, enquanto a maré não subia o local era transitável. Com a maré alta, era impossível transpor o Canal. Moisés sabendo disso (era grande conhecedor da região) apressou o povo para passar ali exatamente na maré vazante. Quando os egípcios chegaram, a maré alta os deteve.
*Conclusão nº2: Moisés não abriu o Mar Vermelho. Ele apenas aproveitou a maré baixa, ou vazante. Esperto o rapaz hein!
Bem adestrado na arte militar, ele tomou um caminho árido e pedregoso, impraticável para os carros de combate e desestimulante para a cavalaria, imprópria para o terreno. A infantaria egípcia já não seria obstáculo, pois se encontrava distante a muitos dias de marcha. 

Sob a liderança de Moisés, os hebreus penetraram no deserto rochoso que cobre a península do Sinai. A esmagadora maioria desses escravos, devido à crueldade da escravidão, encontrava-se revoltada, brutalizada e reduzida à satisfação das necessidades primárias. Moisés passou a conviver com o seu povo no deserto, onde as freqüentes queixas e revoltas, aliado aos rigores climáticos, fatores determinantes da fome e da sede, eram a realidade diária. Nessas circunstâncias, em que o lado animal do homem prepondera só a dor e o instinto de conservação conseguem domá-lo. Daí a severa legislação mosaica, leis temporárias, elaboradas para determinado povo num período histórico, onde a disciplina deveria suplantar tudo mais.
*Infelizmente essa lei temporária vigorou por um bom tempo, e ainda pode ser vista nos dias atuais.
O povo hebreu, enquanto morava na palestina, acreditava em um Deus único, porém quando foi para o Egito passou a adorar estátuas, além de construir um bezerro de ouro que consideravam um deus. Mas Moisés conseguiu fazer o povo entender que existia só um Deus, que não podemos ver nem tocar, mas que ama e guia seus filhos.

As práticas mediúnicas foram abolidas dos costumes, pois, na qualidade de extraordinário médium, Moisés sabia dos malefícios que se podia esperar das sintonias mentais daquela gente. Seria necessário que toda uma geração passasse para dar lugar a uma outra, livre e sem os traumas do sofrimento e da revolta, para formar uma unidade racial, política e religiosa.
Por isso, quarenta anos vagaram pelo deserto, até que morresse toda a geração escrava, para que só os nascidos em liberdade pudessem entrar na Terra Prometida.
*Sacanagem, um povo que esperou tanto pra se ver livre e voltar pra sua terra! Enfim... Vamos voltar à história.
Moisés, que sempre esteve amparado por seus guias espirituais no cumprimento da sua missão, recebeu, no Monte Sinai, os Dez Mandamentos, que mais de mil anos depois haveriam de ser reiterados por Jesus.
É esta, e somente esta, a lei que Cristo se refere quando disse: "Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento".

Toda a vida de Moisés - seus atos, seus feitos, suas leis - é descrita nos quatro livros do Pentateuco: Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, cuja autoria lhe é atribuída. Moisés morreu velho, mas ainda pôde avistar ao longe, do alto do Monte Nebo, o objetivo do seu sonho: a Terra Prometida, em Canaã. Com sua missão cumprida, encerrava aquela reencarnação do grande líder do povo hebreu, gênio militar, legislador e um dos maiores médiuns de todos os tempos. Esses fatos ocorreram, aproximadamente, 1200 anos antes de Jesus Cristo nascer.
___________________________________________________________________________
*Muito interessante a vida de Moisés vista desse ponto não? É claro que já era interessante sob o outro ponto de vista, mas dessa forma os acontecimentos ficam mais claros, e menos fantasiosos. Essa é a verdadeira história de Moisés.
Uma história tão interessante merece comentários, não? Por favor, deixem seus comentários sobre o estudo, e não se importem muito com os comentários da redação, marcados com um *. Estava apenas usufruindo da minha liberdade de imprensa.
OBS.: Esse testo contém algumas modificações, como pequenas partes excluídas e palavras simplificadas. O original pode ser visto no site:
Preservem os direitos autorais, sempre!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Evangelização Infantil ou Infanto - Juvenil


Evangelização infantil ou infanto-juvenil é o nome dado para cursos oferecidos por instituições cristãs que atendem crianças e adolescentes, visando introduzi-los nos conceitos básicos da religião à qual tais instituições pertencem.

A Evangelização Espírita Infanto-juvenil é a transmissão do conhecimento espírita e da moral cristã, de forma clara, e até divertida para crianças e jovens de diferentes idades.
A Evangelização não se preocupa apenas em passar os conhecimentos, mas também em formar moralmente a criança e o jovem, afinal, esta é uma fase de boa absorção de ensinamentos, é nessa fase que se forma conceitos, opiniões, e o ensino moral nessa época é muito importante para a formação do caráter de uma boa pessoa.   A Evangelização promove a integração entre crianças e jovens, com Deus e consigo mesmo. Proporciona o estudo que já citamos e também a melhoria da percepção, a consciência, a comunicação, a participação em atividades de vários tipos, e possibilita a transformação da criança e do jovem para melhor.
Do ponto de vista espírita, a educação não começa no berço nem termina no tumulo, mas antecede o nascimento e sucede à morte do corpo físico.
É por isso que a educação no espiritismo transpõe limites e amplia os horizontes, atendendo aos mais nobres interesses e reveste de um ideal capaz de impulsionar o verdadeiro progresso e ampliar os caminhos.
Inútil improvisar escoras regenerativas para obrigar o endireitamento de árvores que envelheceram tortas. As escoras só asseguram o crescimento correto das plantas novas, evitando que seus caules se desviem do rumo certo.

É preciso cuidemos, portanto, da criança e do jovem, plantas em processo de crescimento, ainda amoldáveis e direcionáveis para o bem maior. (Campo Fértil, Leopoldo Machado)
Como os Espíritos situam, no conjunto das atividades da Instituição Espírita, a tarefa da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil?

(...) A tarefa da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil é do mais alto significado dentre as atividades desenvolvidas pelas Instituições Espíritas, na sua ampla e valiosa programação de apoio à obra educativa do homem.

O Centro Espírita; consciente de sua missão deve envidar todos os esforços, não só para a criação das Escolas de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil como para o seu pleno funcionamento, considerando a sua importância em termos de formação moral das novas gerações e de preparação de futuros obreiros da Casa e do Movimento Espírita.
           
Um programa é desenvolvido ao longo do Curso de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil que vai dos 3 aos 21 anos, quando as crianças e os jovens têm oportunidade de, através de métodos adequados, realizar um estudo básico da Doutrina Espírita (...).
O ensinamento espírita e a moral evangélica são os elementos com os quais trabalhamos em nossas aulas.
Esses conhecimentos são levados aos alunos através de situações práticas da vida, pois a metodologia empregada pretende que o aluno reflita e tire conclusões.


Referências

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 60. Ed. Rio de Janeiro, FEB, 1984. Questão 625, p. 308.

A Evangelização da infância e juventude na opinião dos Espíritos. FEB.

O Que é Evangelização? Fundamentos da Evangelização Espírita da Criança e do Jovem. Ed. FEB, 1987. Rio de Janeiro, p. 38.


Obs.: A evangelização espírita geralmente se dá dos 3 aos 12 anos, e a mocidade dos 13 aos 21, variando de centro para centro. Alguns centros espíritas permitem a entrada dos jovens nos cursos do estudo sistematizado (ESDE) a partir dos 18 anos, nada impede que o jovem continue na mocidade, talvez até mesmo como monitor, após o termino de seu ciclo de estudos. (Nota da edição do Blog)

Qualquer duvida quanto a Evangelização ou algum outro assunto, mande-nos um email:
bloggotasdeluz@gmail.com

terça-feira, 5 de abril de 2011

Anotações Preventivas

Retome o seu dia, buscando olvidar as ocorrências infelizes da véspera.
A casa protegida, habitualmente, promove faxinas pela manhã.
Se alguém se lhe fixou na mente como sendo um ponto enfermiço, envolva a imagem desse alguém no bálsamo da prece.
Uma chaga no corpo exige recurso cicatrizante.
Lance boatos e injúrias ao cesto de esquecimento.
A moradia claramente limpa reclama a presença do esgoto.
Abstenha-se de entreter assuntos alusivos à deliquência.
Ninguém lava as mãos num vaso de lama.
Dissipe tentações no calor do trabalho.
As aranhas não resistem ao espanador em movimento.
Ganhe distância dos ambientes que lhe incitem a alma à distorção e ao desequilíbrio.
Não se lembraria você de banhar-se num pântano.
Evite comentários deprimentes.
Você não serviria um bolo envenenado aos amigos.

Resguardemos o coração nas fontes do bem, pensemos no bem e procuremos falar e agir para o bem, porque servir ao bem dos outros é a melhor forma de atividade preventiva contra enfermidade e perturbação nos domínios da nossa vida mental.
André Luiz

(Livro: Busca e Acharás. Médium: Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Deus

Deus: O ser supremo. (Dic. Michaelis)

“Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.” (Livro dos Espíritos)

1-                 O que é Deus?
2-                 Provas da Existência de Deus.
3-                 Natureza Intima de Deus.
4-                 Atributos da Divindade.

Que é Deus?
“Deus é a Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”
“Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é o único, eterno e imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as suas perfeições, e não pode ser diferente disso.”

Estas duas respostas estão contidas no Livro dos Espíritos. Discutiremos mais adiante sobre os atributos de Deus contidos nessas respostas.

Prova da Existência de Deus.
Como podemos provar a existência de Deus?
Como explicar a existência de um ser que nunca vimos, mas que está tão presente em nossas vidas?
A seguir uma pequena e brilhante história.

Conta-se que um velho árabe analfabeto, orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que certa vez um rico chefe de grande caravana chamou-o a sua presença e lhe perguntou:
         _ Por que oras com tanta fé?
          Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler? O crente fiel respondeu.
          Grande Senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celestial pelos sinais Dele.
          Como? Indagou o chefe admirado.
          O servo humilde explicou-se.
 Quando o senhor recebe uma carta de uma pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
          Pela letra, pelo estilo, pela maneira de se expressar.
          Quando o senhor recebe uma jóia, o que o informa quanto ao valor dela?
          Pela marca do ourives. O velho árabe sorriu e acrescentou.
          Quando ouve passos de animais ao redor da tenda, como sabe se foi carneiro, um cavalo ou um boi?
          Pelos rastos, respondeu o chefe surpreendido.
          Então o velho crente, convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o Céu, onde a Lua brilhava cercada por multidões de estrelas, exclamou respeitoso.
          Senhor, aqueles sinais lá em cima, não podem ser dos homens. (A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e designa determinados. Por isso mesmo revela um poder inteligente supremo.) Tudo revela o poder a justiça e a bondade de Deus.
Nesse momento, o orgulhoso homem das caravanas de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia escaldante do deserto e começou a orar também.

Meditando na história anterior, como podemos explicar as estrelas, os planetas, sem dizer que Deus existe? Se tudo isso não foi criado por Deus, então foi criado por quem?

A natureza Intima de Deus.
“Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?”
“Não, falta-lhe para isto o sentido.”
“Não é dado ao homem sondar a natureza íntima de Deus. Para compreendê-lo ainda nos falta o sentido próprio que só se adquire por meio da completa depuração do Espírito.”

Imagine se pudéssemos compreender Deus em sua mais completa perfeição. Imagine se pudéssemos conhecer o porquê e a origem de tudo o que ele criou. Se pudéssemos saber quais os seus desígnios e tudo o que existe nos estivesse acessível. Provavelmente estaríamos em condições bem melhores certo? Essas condições melhores, porém, são necessárias para que possamos conhecer Deus. Talvez não completamente, mas, até onde poderemos conhecer Deus? Infelizmente essa resposta ainda não está disponível para nós!

Atributos de Deus

Segundo os Espíritos, em “O Livro dos Espíritos” os atributos de Deus que conhecemos não são suficientes para descrevê-lo completamente, pois, faltam palavras em nosso pobre vocabulário para abranger tudo o que Deus é.
Mas, sabendo o que ele é, podemos imaginar o que ele não é. Vamos a alguns atributos que já nos é sabido.

Eterno: Não teve inicio e não terá fim. Ora, se Deus tivesse tido um início, então alguém teria o criado, e para imaginar um ser tão perfeito, então este sim (o criador de Deus) seria Deus.

Imutável: Suas leis, seus princípios não mudam. Por isso é imutável. Imagine se Deus fosse mutável, e um dia ele resolvesse que a gravidade não é mais necessária. O que aconteceria? Já imaginou você, carros, objetos, tudo ao seu redor flutuando como se você fosse um astronauta no espaço?

Imaterial: Se Deus fosse matéria, então ele estaria sujeito as mudanças da matéria, por tanto não seria mais imutável. Veja como alguns atributos se interligam!

Único: Se houvessem muitos Deuses, não haveria uma unidade de poder, e a ordem no universo ficaria comprometida.

Onipotente: Única potência. Se não o fosse, algo seria mais poderoso do que ele, então esse ser poderoso seria Deus; ou se houvesse algo tão poderoso que ele, então ele não seria único.

Soberanamente Justo e Bom: A sabedoria das leis divinas se revela em tudo e essa sabedoria não permite duvidar, nem de sua justiça nem da sua bondade.

Diante de tudo o que foi falado aqui, meditemos sobre Deus.
Vamos pensar em tudo que existe no universo. Você conseguiria criar uma estrela?
Se não foi Deus que criou tudo o que existe, então quem foi?
Se existe alguém tão poderoso para criar tanta perfeição, esse ser é quem? Não seria um Deus? Ou como diz a definição do dicionário, um ser supremo?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dicas de Hoje

Livro:
Nosso Lar.
Nosso Lar é o nome da colônia espiritual para onde André Luiz, escritor e personagem principal da obra, vai após desencarnar.
Nessa história incrível André Luiz nos conta sobre seu desencarne, sua experiência no Umbral, seu resgate por uma equipe socorrista e sua vida nessa incrível e magnífica colônia, que é apenas uma das muitas que existem, afinal, como Jesus disse: “Há muitas moradas na casa de meu pai.”

Filme:
Já que falamos do livro Nosso Lar, indicamos também o filme baseado no livro. Um produção incrível do cinema brasileiro com tecnologia canadense. Uma brilhante e emocionante história que vem mexer com você.

Em breve mais dicas...

terça-feira, 29 de março de 2011

Cap. 1 - Eu não vim destruir a lei

As três revelações: Moisés; Cristo; o Espiritismo – Aliança da Ciência e da Religião – Instruções dos Espíritos: A era nova.

Neste capítulo, o evangelho nos trás um panorama das três revelações: Moisés, Cristo e o Espiritismo. As duas primeiras foram individuais, ocorreram em apenas um local e se expandiram pelos quatro cantos da Terra, a terceira não veio através de um único individuo, e sim de vários médiuns que recebiam mensagens dos espíritos, revelando assim a possibilidade de comunicação entre eles.

MOISÉS

Moisés libertou os escravos no Egito e recebeu os dez mandamentos no Monte Sinai.
I – Eu sou o senhor seu Deus, que vos tirei do Egito, da casa de servidão. Não tereis outros Deuses estrangeiros diante de mim. Não fareis imagem talhada, nem nenhuma figura de tudo o que está no alto no céu e em baixo na Terra, nem de tudo o que está nas águas sob a Terra. Não os adoreis, nem lhes rendereis culto soberano.
II – Não tomeis em vão o nome do Senhor vosso Deus.
III – Lembrai-vos de santificar o dia de Sábado.
IV – Honrai o vosso pai e a vossa mãe, a fim de viver longo tempo na Terra, que o senhor vosso Deus vos dará.
V – Não matareis.
VI – Não cometereis adultério.
VII – Não furtareis.
VIII - Não prestareis falso testemunho contra o vosso próximo.
IX – Não desejareis a mulher do vosso próximo.
X – Não desejareis a casa do vosso próximo, nem seu servidor, nem sua serva, nem seu asno, nem nenhuma de todas as coisas que lhe pertencem.

Esta lei é de todos os tempos, e sobrevive a tudo, ela nunca muda, pois é a lei de Deus que é Imutável. A esta lei estão subordinadas todas as pessoas, ricas ou pobres, empregados e patrões, brancos, negros, amarelos, enfim, não importa a etnia, nem o credo, nem o sexo; esta é a lei de Deus, e esta lei é para todos.

CRISTO

Jesus não veio destruir a lei de Deus, mas sim fazer com que ela fosse realmente entendida e praticada. O povo ainda vivia como as tradições da lei de Moisés: Olho por olho, dente por dente; e esta lei foi modificada completamente por Jesus.
Quando ELE veio, trouxe a paz, o amor, a caridade, a bondade, enfim, todos os sentimentos nos quais a lei de Moisés não tinha lugar. O povo ainda tinha a ideia de um Deus mal, vingativo, que fazia arrancar a mão daquele que havia roubado, que apedrejava que fosse contra sua lei e sua vontade, mas Jesus veio acabar com essa visão errada de Deus, e mostrar um Deus que é todo amor, todo bondade, todo misericórdia e doçura.
Jesus resumiu toda a lei de Deus em uma frase: “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. Esta é a lei e os profetas.”
O que o Cristo quis dizer com isso?
Ora, se analisarmos os dez mandamentos recebidos por Moisés teremos uma extensão da frase do Cristo. Se cumprirmos os mandamentos, ou seja, não matar, não roubar, não desejar o que é do próximo, honrar pai e mãe; não estaremos amando o próximo? E há como amar a Deus sem amar o próximo? Afinal Deus está presente também em nosso irmão.
Se amarmos a Deus e não amamos o nosso próximo, então é como se amassemos Deus pela metade. Se Deus é amor, é caridade, é perdão, é misericórdia, então devemos ser/ter tudo isso pelo nosso próximo. Foi isso que Jesus nos ensinou quando veio a Terra. Ele nos ensinou a lei de amor, a mais forte e mais poderosa lei que poderia existir sobre a face da Terra, uma lei que faz tremer até mesmo as mais fortes colunas do mais suntuoso palácio, pois, essa lei está livre de alterações, de voltas, de emendas; essa é lei é única, e como já dissemos, todos os homens estão subordinados a ela.

O ESPIRITISMO

O Espiritismo é a nova ciência, que veio revelar aos homens, com provas irrecusáveis a existência e a natureza do mundo espiritual, a possibilidade de comunicação entre os dois mundos e a relação incontestável de um com o outro.
Ora, o mundo dos espíritos não está totalmente alheio ao mundo material, e o mundo material está incontestavelmente ligado ao mundo espiritual, afinal, é grande a nossa ligação, mesmo que para alguns seja imperceptível.
Assim como a lei de Deus não era corretamente cumprida quando Jesus veio, os ensinamentos de Jesus foram falsamente interpretados ao longo do tempo. Da mesma forma que Jesus disse que não veio destruir a lei o Espiritismo diz: “Não vim destruir a lei cristã, mas sim cumpri-la”.
Ora, se a lei cristã estava sendo mal interpretada, algo teria que trazer a humanidade de volta ao caminho certo, redirecionando para o rumo que o Cristo indicou, sem desvios, sem brechas, para que a humanidade pudesse enfim, cumprir corretamente os ensinamentos de Jesus, através dos preceitos já ditos de amor, caridade, abnegação; traçando assim o caminho certo para a evolução espiritual, e revelando aquilo que a humanidade não estava pronta para saber há dois mil anos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Objetivos do Blog

Querido irmãos e irmãs do ideal espírita e/ou que desejam conhecer um pouco mais sobre essa doutrina de luz, sejam bem vindos.
Hoje iniciamos mais um trabalho em prol da divulgação da Doutrina Espírita pelos quatro cantos do país.
Hoje mais uma semente está sendo plantada nesse campo de redenção em que, esperamos, a colheita seja farta.
Divulgar a doutrina espírita, esta é a missão desse blog. Esclarecer almas, confortar corações aflitos, em busca de consolo, de um afago, de um carinho.
Doutrina Espírita é doutrina de fé, de amor e de luz, que trás em seus ensinamentos a pureza, a simplicidade e a importância dos ensinos de Jesus.
Esperamos que nosso trabalho não seja em vão. Que aqui você possa encontrar um pouco das respostas que procura, através das mensagens publicadas. Que possa conhecer e entender um pouco mais sobre esta doutrina que tanto amamos. E que se habilite a estudar conosco as obras aqui propostas, para o nosso esclarecimento e aperfeiçoamento na moral cristã à luz do espiritismo.

Sintam-se em casa!

Blog Gotas de Luz