sábado, 9 de abril de 2011

Moisés

A maioria das pessoas já ouviu falar alguma coisa sobre Moises, legislador que viveu há muitos anos, recebeu os dez mandamentos no Monte Sinai, libertou o povo hebreu da escravidão, entre outras coisas.
Como essa seção fala sobre as “Noções Básicas da Doutrina Espírita”, e já falamos de Deus, não podemos falar de Jesus sem falar de seu precursor: Moises. Portanto, vamos falar dele, porém de uma maneira um pouco diferente da que você talvez conheça.
Colocamos algumas notas entre parênteses para facilitar o estudo.
A HISTÓRIA
Algumas tribos nômades da Palestina abandonaram o solo semi-árido do país e foram para o Egito, onde foram escravizados, durante 400 anos.
No século XIII antes de Cristo (há cerca de 3310 anos) o faraó Ramsés II, que governava o Egito mandou que todos os meninos hebreus recém-nascidos fossem mortos. A mãe de Moisés, para salvar o filho o colocou em um berço de vime (Vara tenra e flexível de vimeiro: salgueiro) e o deixou as margens do rio Nilo, onde a princesa Termutis e suas criadas costumavam tomar banho. O bebê foi encontrado pela princesa, que o chamou de Moisés (salvo das águas). A irmã de Moisés, Miriam, se infiltrou no palácio e convenceu a princesa a contratar uma ama de leite hebréia para amamentar a criança. Advinha quem a princesa contratou! Moisés foi amamentado pela própria mãe carnal. Termutis educou Moisés e o protegeu como a um filho. Ele foi educado e ambiente palaciano com se fosse um príncipe.
Um dia, Moisés foi defender um escravo Hebreu que estava sendo surrado e, sem querer, acabou matando um soldado egípcio. O rei Ramsés II ficou furioso e Moisés foi obrigado a fugir para o deserto, onde se tornou pastor de ovelhas e se casou com uma moça de nome Zéfora.
Moisés trabalhou muitos anos como pastor de ovelhas. Certo dia, ele estava cuidando das ovelhas, quando viu um arbusto que parecia estar em chamas. Chegando perto, viu que o fogo não queimava o arbusto. Então, ouviu uma voz que lhe disse: volte ao palácio e solicite ao faraó a libertação do seu povo.
E foi o que Moisés fez. Mas o faraó, diante de tal pedido, recusou-se a libertar os escravos, pois eles eram mão-de-obra abundante, qualificada e barata, fonte geradora de riquezas para o país, embora obtida à custa da exaustão e da morte de um povo. Na tentativa de obrigar o faraó a libertar seu povo, Moisés anuncia que aconteceria uma série de pragas sobre o Egito, pois ele sabia que tais fenômenos iriam ocorrer em determinadas regiões.
*Conclusão n°1: Moisés não era profeta, bruxo, ou qualquer coisa do tipo, apenas conhecedor dos fenômenos de sua região. Ele não previu o que aconteceria, apenas sabia que iria acontecer. Como ele sabia disso? Bom... Leiam o restante da história e vão saber.
Mortandade de peixes, enxames de insetos, o aparecimento de rãs em toda parte e epidemias eram flagelos que, com certa periodicidade, atingiam o Egito. Mas a seqüência e a extensão desses fenômenos naturais, habilmente exploradas por Moisés através da sua mediunidade premonitória, puderam ser aproveitadas como intervenção divina em prol dos escravos. E, sob a ameaça de que na última praga morreriam todos os primogênitos egípcios, inclusive o filho do faraó, ele concordou que Moisés levasse os escravos para fora do país. 
*Conclusão nº1 – Cont.: Moisés não era profeta ou coisa do tipo, era apenas um médium premonitório. Simples não?
Guiados por Moisés, cerca de seiscentas mil pessoas deixaram o Egito. Para sair do Egito, Moisés poderia seguir por várias trilhas em direção à Palestina, não havendo necessidade de uma travessia pelo Mar Vermelho. Porém, o faraó se arrependeu de ter liberado o povo e ordenou aos soldados egípcios a recaptura dos escravos.
* (Claro que se arrependeria.)
Para fugir da perseguição, Moisés conduziu os hebreus através de um caminho incomum: o local de encontro entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo, denominado Mar dos Caniços e onde hoje se situa o Canal de Suez. Na época, enquanto a maré não subia o local era transitável. Com a maré alta, era impossível transpor o Canal. Moisés sabendo disso (era grande conhecedor da região) apressou o povo para passar ali exatamente na maré vazante. Quando os egípcios chegaram, a maré alta os deteve.
*Conclusão nº2: Moisés não abriu o Mar Vermelho. Ele apenas aproveitou a maré baixa, ou vazante. Esperto o rapaz hein!
Bem adestrado na arte militar, ele tomou um caminho árido e pedregoso, impraticável para os carros de combate e desestimulante para a cavalaria, imprópria para o terreno. A infantaria egípcia já não seria obstáculo, pois se encontrava distante a muitos dias de marcha. 

Sob a liderança de Moisés, os hebreus penetraram no deserto rochoso que cobre a península do Sinai. A esmagadora maioria desses escravos, devido à crueldade da escravidão, encontrava-se revoltada, brutalizada e reduzida à satisfação das necessidades primárias. Moisés passou a conviver com o seu povo no deserto, onde as freqüentes queixas e revoltas, aliado aos rigores climáticos, fatores determinantes da fome e da sede, eram a realidade diária. Nessas circunstâncias, em que o lado animal do homem prepondera só a dor e o instinto de conservação conseguem domá-lo. Daí a severa legislação mosaica, leis temporárias, elaboradas para determinado povo num período histórico, onde a disciplina deveria suplantar tudo mais.
*Infelizmente essa lei temporária vigorou por um bom tempo, e ainda pode ser vista nos dias atuais.
O povo hebreu, enquanto morava na palestina, acreditava em um Deus único, porém quando foi para o Egito passou a adorar estátuas, além de construir um bezerro de ouro que consideravam um deus. Mas Moisés conseguiu fazer o povo entender que existia só um Deus, que não podemos ver nem tocar, mas que ama e guia seus filhos.

As práticas mediúnicas foram abolidas dos costumes, pois, na qualidade de extraordinário médium, Moisés sabia dos malefícios que se podia esperar das sintonias mentais daquela gente. Seria necessário que toda uma geração passasse para dar lugar a uma outra, livre e sem os traumas do sofrimento e da revolta, para formar uma unidade racial, política e religiosa.
Por isso, quarenta anos vagaram pelo deserto, até que morresse toda a geração escrava, para que só os nascidos em liberdade pudessem entrar na Terra Prometida.
*Sacanagem, um povo que esperou tanto pra se ver livre e voltar pra sua terra! Enfim... Vamos voltar à história.
Moisés, que sempre esteve amparado por seus guias espirituais no cumprimento da sua missão, recebeu, no Monte Sinai, os Dez Mandamentos, que mais de mil anos depois haveriam de ser reiterados por Jesus.
É esta, e somente esta, a lei que Cristo se refere quando disse: "Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento".

Toda a vida de Moisés - seus atos, seus feitos, suas leis - é descrita nos quatro livros do Pentateuco: Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, cuja autoria lhe é atribuída. Moisés morreu velho, mas ainda pôde avistar ao longe, do alto do Monte Nebo, o objetivo do seu sonho: a Terra Prometida, em Canaã. Com sua missão cumprida, encerrava aquela reencarnação do grande líder do povo hebreu, gênio militar, legislador e um dos maiores médiuns de todos os tempos. Esses fatos ocorreram, aproximadamente, 1200 anos antes de Jesus Cristo nascer.
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*Muito interessante a vida de Moisés vista desse ponto não? É claro que já era interessante sob o outro ponto de vista, mas dessa forma os acontecimentos ficam mais claros, e menos fantasiosos. Essa é a verdadeira história de Moisés.
Uma história tão interessante merece comentários, não? Por favor, deixem seus comentários sobre o estudo, e não se importem muito com os comentários da redação, marcados com um *. Estava apenas usufruindo da minha liberdade de imprensa.
OBS.: Esse testo contém algumas modificações, como pequenas partes excluídas e palavras simplificadas. O original pode ser visto no site:
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