segunda-feira, 11 de abril de 2011

Jesus

Jesus

“Se me amais, guardais os meus mandamentos.” – Jesus.


Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo?
 - Jesus. (L.E.)
Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo ofereceu como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, por que sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava. (L.E.)

Jesus – O enviado de Deus

Jesus deixou claro em varias passagens que era enviado de Deus, que não era ele quem fala, mas sim Deus que falava através dele. Sua doutrina não era sua, mas sim daquele que o tinha enviado.
“Aquele que quiser fazer a vontade de Deus reconhecerá se a minha doutrina é dele, ou se falo por mim mesmo.” – Jesus
Em seus ensinamentos Jesus deixou claro que deveríamos guardar a palavra de Deus, transmitida por ele, pois esse é o caminho da salvação.

A missão de Jesus não era legislar, mas sim dar cumprimento a palavra do profeta que anunciou a sua chegada, e transmitir a toda humanidade a moral e os bons costumes, trazendo de volta a pureza da palavra de Deus.
Veio ainda nos mostrar, que a verdadeira vida não é esta que levamos na Terra, mas sim a vida nos reino dos céus; mostrou-nos o caminho que nos conduz a esse reino e os meios de seguir com ele.

Diretor do Planeta

Jesus foi o enviado de Deus para abrir os olhos da humanidade. Ele é quem cuida de todos os assuntos referentes ao planeta Terra.
Segundo Emmanuel em “A Caminho da Luz”, no mundo espiritual existe, na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, que tem em suas mãos as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Essa comunidade de seres perfeitos e angélicos, da qual Jesus faz parte, ao que se sabe, só reuniram nas proximidades da Terra para solução de problemas decisivos da organização e direção do planeta, por duas vezes. A primeira quando o planeta se formava, desprendendo – se da nebulosa solar, e a segunda quando se decidiu a vinda do Senhor à face da Terra.

Conto – Visão de Eurípedes

*Não poderia encerrar este estudo sem publicar aqui esse maravilhoso conto, que nos ensina muito.

Texto retirado do livro: A Vida Escreve, Hilário Silva – Chico Xavier.

“Começara Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo da mediunidade, em Sacramento, no Estado de Minas Gerais, a observar-se fora do corpo físico, em admirável desdobramento quando, certa feita, à noite, viu a si próprio em prodigiosa volitação. Embora inquieto, como que arrastado pela vontade de alguém num torvelinho de amor, subia, subia...
Subia sempre.
Respirava outro ambiente. Viajou, viajou, à maneira de pássaro teleguiado, até que reconheceu em campina verdejante.
Reparava na formosa paisagem, quando não longe, avistou um homem que meditava envolvido por doce luz. E num deslumbramento de júbilo, reconheceu-se na presença do Cristo.
Baixou a cabeça, esmagado pela honra imprevista e ficou em silencio, incapaz de voltar ou seguir adiante. Ofuscado pela grandeza do momento, começou a chorar...
Grossas lágrimas banhavam-lhe o rosto, quanto adquiriu coragem e ergueu os olhos, humilde. Viu, porém, que Jesus também chorava...
Traspassado de súbito sofrimento, por ver-lhe o pranto, desejou fazer algo que pudesse reconfortar o Amigo Sublime...
Recordou, no entanto, os tormentos do Cristo, a se perpetuarem nas criaturas que até hoje, na Terra, atiram-lhe incompreensão e sarcasmo...
Nessa linha de pensamento, não se conteve. Abriu a boca e falou suplicante:

- Senhor, por que choras?

O interpelado não respondeu. Mas desejando certificar-se de que era ouvido, Eurípedes reiterou:

- Choras pelos descrentes do mundo?

Enlevado, notou que o Cristo agora lhe respondia ao olhar. E, após um instante de atenção, respondeu em voz dulcíssima:
           
- Não, meu filho, não sofro pelos descrentes aos quais devemos amor.
Choro por todos que conhecem o Evangelho, mas não o praticam...
           
Eurípedes não saberia descrever o que se passou então.
Como se caísse em profunda sombra, ante a dor que resposta lhe trouxera, desceu, desceu... E acordou no corpo de carne.
Era madrugada. Levantou-se e não mais dormiu.
E desde aquele dia, sem comunicar a ninguém a divina revelação que lhe vibrava na consciência, entregou-se aos necessitados e aos doentes, sem repouso sequer de um dia, servindo até a morte.”

*Que bela lição podemos tirar desse conto! Quantos de nós folheamos incansavelmente as folhas do evangelho de Jesus, procurando respostas, auxilio, e nos esquecemos de praticar aquilo que lemos, que ouvimos; esquecemos da parte mais importante dos ensinamentos da moral cristã, a prática da caridade.
Pensemos nisso!

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